Aromas da juventude, luares da adolescência, barulhos do mar e de lenha verde que queimam são a vida que se perde pela desatenção ao momento, ao eterno presente, ao sentir divino que um dia vamos deixando que seja soterrado de preocupações, medos, compromissos em relacionamentos neuróticos, dores e doenças das hipocrisias que vamos aprendendo com o mundo minado e viciado de uma adultez e madureza que não convencem.
Então eu rezo.
Livra-me Deus de tão nefastas influências!
Belisca-me! Acorda-me desse maya da ignorância e dá-me a coragem de revisitar as belezas do mundo com olhos de eterna juventude.
Não permitas que as ilusões do impermanente me tirem dos caminhos da liberdade de ser, de ser livre!
Afasta de mim toda a intenção doentia daqueles que queiram modificar-me a essência, a minha energia verdadeira que não quer ser escrava de nada e de ninguém e precisa apenas brilhar e fluir com harmonia no mar das circunstâncias.
Instiga-me a coragem do guerreiro para que eu tenha sempre todas as flechas prontas para estocar as injustiças, as maldades e as prepotências, inclusive as minhas próprias.
E não Te esqueças Deus de renovar sempre este velho coração em direção ao amor e à bondade, lubrificando-o muito para que não cristalize em apegos, julgamentos, críticas, raivas e toda a deseducação comandada pela elegia ao poder, ao dinheiro e à fama a qualquer preço, que são as características desta atual era em que a humanidade encontra-se mergulhada.
Rezo a Ti, meu Deus, porque És, dentre as minhas precárias descobertas, a única coisa permanente desta grande ilusão chamada Mundo.
Peço porque quero de novo poder brincar com os gatos no tapete, e não implicar tanto com os cachorros, ir ao campo sozinho e mergulhar no infinito dos verdes, sentar na beira da lagoa sem olhar para o relógio da prisão que me remete aos carcereiros do meu tempo. Sim, eu sei que é pedir demais, mas eu peço, pois não sei resolver todas as equações da minha vida.
Sou dos mais felizardos do mundo, pois Te tenho completamente. Um dia, quando ainda não tinhas Te dado a conhecer a mim, eu soube o significado da palavra amargura e solidão – a doença da orfandade. Então eu agradeço.
Agradeço por estar vivo, com ou sem sofrimento, por ter abrigo e comida, pessoas que me suportam, e algumas pensam até que me amam! Não acredito muito nisso, pois como poderão amar alguém que ainda não aprendeu completamente a amar a si mesmo? De qualquer forma eu agradeço. Mas esqueci o principal, de perdoar. Perdôo principalmente a mim mesmo, por sentir-me inseguro, inadequado e incapaz, sabendo de sobra que isso não é verdade, pois sou uno Contigo, não sou diferente de Ti. E por fim perdôo a todos os outros, parentes, amigos ou inimigos, pois ao final de tudo vamos acabar descobrindo – já não tenho muitas dúvidas a respeito disso – que somos uma coisa só, como o leite que está imanente na manteiga (diria Sai Baba), temos todos a mesma alma, a mesma origem, a mesma causa, a mesma significação, caminhando todos, alguns em passos trôpegos como os meus, em direção ao único objetivo razoável, para a Luz! Para dentro do teu grande coração, que é Amor.
Então eu rezo.
Livra-me Deus de tão nefastas influências!
Belisca-me! Acorda-me desse maya da ignorância e dá-me a coragem de revisitar as belezas do mundo com olhos de eterna juventude.
Não permitas que as ilusões do impermanente me tirem dos caminhos da liberdade de ser, de ser livre!
Afasta de mim toda a intenção doentia daqueles que queiram modificar-me a essência, a minha energia verdadeira que não quer ser escrava de nada e de ninguém e precisa apenas brilhar e fluir com harmonia no mar das circunstâncias.
Instiga-me a coragem do guerreiro para que eu tenha sempre todas as flechas prontas para estocar as injustiças, as maldades e as prepotências, inclusive as minhas próprias.
E não Te esqueças Deus de renovar sempre este velho coração em direção ao amor e à bondade, lubrificando-o muito para que não cristalize em apegos, julgamentos, críticas, raivas e toda a deseducação comandada pela elegia ao poder, ao dinheiro e à fama a qualquer preço, que são as características desta atual era em que a humanidade encontra-se mergulhada.
Rezo a Ti, meu Deus, porque És, dentre as minhas precárias descobertas, a única coisa permanente desta grande ilusão chamada Mundo.
Peço porque quero de novo poder brincar com os gatos no tapete, e não implicar tanto com os cachorros, ir ao campo sozinho e mergulhar no infinito dos verdes, sentar na beira da lagoa sem olhar para o relógio da prisão que me remete aos carcereiros do meu tempo. Sim, eu sei que é pedir demais, mas eu peço, pois não sei resolver todas as equações da minha vida.
Sou dos mais felizardos do mundo, pois Te tenho completamente. Um dia, quando ainda não tinhas Te dado a conhecer a mim, eu soube o significado da palavra amargura e solidão – a doença da orfandade. Então eu agradeço.
Agradeço por estar vivo, com ou sem sofrimento, por ter abrigo e comida, pessoas que me suportam, e algumas pensam até que me amam! Não acredito muito nisso, pois como poderão amar alguém que ainda não aprendeu completamente a amar a si mesmo? De qualquer forma eu agradeço. Mas esqueci o principal, de perdoar. Perdôo principalmente a mim mesmo, por sentir-me inseguro, inadequado e incapaz, sabendo de sobra que isso não é verdade, pois sou uno Contigo, não sou diferente de Ti. E por fim perdôo a todos os outros, parentes, amigos ou inimigos, pois ao final de tudo vamos acabar descobrindo – já não tenho muitas dúvidas a respeito disso – que somos uma coisa só, como o leite que está imanente na manteiga (diria Sai Baba), temos todos a mesma alma, a mesma origem, a mesma causa, a mesma significação, caminhando todos, alguns em passos trôpegos como os meus, em direção ao único objetivo razoável, para a Luz! Para dentro do teu grande coração, que é Amor.

3 comentários:
Meu sereno primo JVitor.
Quem faz uma oração dessas é um homem sereníssimo, por mais que me digas seres medroso. Pena que poucos leem, ou não fazem comentários por díficil que é. Este é o quarto que tento remeter.
Beijo teu coração
Luiz Fernando
Passaram_se muitos anos dessa minha oração e vejo como Deus acaba por me fazer sempre as vontades. Desde que eu não atropele seus planos e saia do meu umbigo. Estou na luz, na luz do Céu do Patriarca São José. Mais uma vez o Avatar mostra seu comando e amor. Quando uma vez em Itajaí mostrei uma foto de Sathya Sai a entidade Pai José, disse curto e grosso: Ogum!
Eu fiquei a meditar na energia de ogum e a de Shiva por lá do outro lado. A energia é simplesmente a mesma
Passaram_se muitos anos dessa minha oração e vejo como Deus acaba por me fazer sempre as vontades. Desde que eu não atropele seus planos e saia do meu umbigo. Estou na luz, na luz do Céu do Patriarca São José. Mais uma vez o Avatar mostra seu comando e amor. Quando uma vez em Itajaí mostrei uma foto de Sathya Sai a entidade Pai José, disse curto e grosso: Ogum!
Eu fiquei a meditar na energia de ogum e a de Shiva por lá do outro lado. A energia é simplesmente a mesma
Postar um comentário