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22/06/2011

A ESTRELA DA NOVA ERA

Da discussão não nasce a Luz. Da discussão nascem os desentendimentos e até mesmo as guerras. A luz nasce da meditação, da reflexão, do silêncio interior. Nós estamos acostumados a repetir besteiras, velhos ditados, alguns até muito bons e de sabedoria, mas também um monte de lixo, em geral cheio dos preconceitos, superstições ou mesmo enganos completos das gerações antigas.
Uma das coisas mais fantásticas que aprendi nesta encarnação foi que é melhor perdermos uma discussão e conservarmos o amor, o amigo, o relacionamento, um pai, uma mãe. Nem sempre consigo. Isso não significa ser frouxo, apenas harmonioso e pacífico. Grandes atos de violência advém das palavras e o pior é que costumamos apontar a nossa artilharia verbal contra aqueles a quem mais amamos. A não violência é um dos cinco valores humanos fundamentais ensinados por Sai Baba, o grande líder espiritual da Índia atual e da Nova Era.
Revendo - por querer - um grande filme do Século XX, Gandhi, pude emocionar-me de novo ouvindo o grande Mahatma dizer aos poderosos do império britânico, com uma tranqüilidade arrasadora, que eles, os indianos, não teriam pressa, que iriam aguardar pacientemente o tanto que precisasse, até o dia em que eles, ingleses, os “visitantes” absolutamente indesejáveis, se retirassem, pacificamente, por não haver outra possibilidade além dessa, de um território que jamais lhes pertencera.
Ao relembrar esse episódio, um parente meu, bem sagaz, conta de imediato uma piada fabulosa. “conta-se que alguns britânicos, em seu magnífico campo de golfe (na Índia) chamam os seus Caddie (indianos – carregadores de tacos e bolas) e falam: bem, agora que vocês estão prestes a recuperarem a liberdade e irão governar o seu próprio povo, nós, desde já, não mais abusaremos de vocês como estamos acostumados. Vamos procurar não dar mais tacadas tão violentas e despropositais de forma a fazê-los penarem em lugares muito inóspitos em busca das bolas. Áh bom! Dizem os indianos, é ótimo mesmo que a gente saiba, assim podemos também parar de cuspir nas taças de chás que servimos para vocês.”
Os discutidores contumazes nunca estão dispostos a abrir mão das suas idéias. As idéias são tão poderosas que se tornam verdadeiras entidades, maiores do que os indivíduos, passando mesmo a governá-los. Veja-se em profundidade os partidos políticos, por exemplo, ou as religiões. Os representantes dos partidos até dialogam entre si, mas só para negociar benesses, cargos, vários interesses que envolvem um toma-lá-dá-cá de poder e dinheiro, mas nunca as suas crenças, os seus “ideais partidários”, as suas “grandes verdades”. Nesse particular, só os do mesmo partido escutam uns aos outros. Os do partido diferente fecham os ouvidos, ficam surdos ou impermeáveis a qualquer coisa que macule ou coloque em risco as suas próprias crenças. Isso não se discute! E por isso, evidentemente, o velho ditado (este bem certo), não se discute política, religião e futebol!
É a sabedoria de ouvir verdadeiramente (e sem discutir) que traz a luz, a compreensão. Eu posso ouvir e não aceitar, mas sempre posso compreender. Isso já é uma grande luz. Eu devo ouvir e retirar aquilo que me serve. O que não me serve simplesmente deixo para lá. Parece simples, mas não é, pois estamos condicionados à competição, a ter que ganhar, quando não a massacrar os nossos “adversários”.
As pessoas que estão acompanhando com atenção a grande mudança de paradigma que configura os tempos atuais sabem que a grande crise mundial é uma crise de valores. Por isso, é a Educação em Valores Humanos a grande tábua de salvação desse enorme naufrágio da Nave Terra. Dos cinco valores humanos fundamentais, a saber, Verdade, Retidão, Paz Interior, Amor e Não Violência, o mais difícil, em minha opinião, é a Não Violência.
Na política temos o maior dos exemplos em Gandhi, e no social e individual o ensinamento da grande maioria das religiões e filosofias que preconizam (embora pouco pratiquem) o Amor, a Caridade, a Compaixão. A maior Coragem que alguém pode demonstrar é a de permanecer incorruptível frente a esse mundo governado pela corrupção e por corruptos. O caráter é a estrela da Nova Era. Resgatar o caráter, lapidar o caráter, entender, ensinar, aprender caráter, eis a grande tarefa dos homens e mulheres do Século XXI.

14/11/2010

ALEXANDROS ANASTAS MARASLIS

Queridos todos:

Durante el mediodía de ayer (13.11.2010) nuestro amado hermano Alexandros Maraslis de Brasil dejó su cuerpo físico para fundirse en el SER.
Podemos decir de él, que siguió al Maestro, enfrentó sus demonios, luchó hasta el final y terminó el juego...VICTORIOSO.

En su pasaje por esta tierra, Alexandros fue un puro ejemplo de cómo debemos servir, incansablemente pero como él decía: "sin que sea una carga, el servicio a Sai no debe pesar". Su fuerza divina, su dulzura incomparable, su liderazgo Sai...nos mostró en la práctica la enseñanza de Bhagavan, nadie puede ser un buen líder Sai si no ha sido un buen servidor. Su humildad y su confianza plena en el mensaje de Sai, lo convirtieron en un ser humano digno de emulación y además le otorgaron un lugar en el corazón de todos los que tuvimos la Gracia de conocerlo y compartir un momento con él.

Sin lugar a dudas él estaba listo para irse pero muchos de nosotros no estábamos listos para quedarnos tan pronto sin su guía amorosa. El camino espiritual es así, es un camino que debemos recorrer por nosotros mismos, y le agradecemos a él por su valeroso ejemplo que nos inspira. 

Su recuerdo quedará para siempre en los profundo de nuestros corazones. Incluso los que lo conocimos por "poco tiempo", sentimos un amor de mil años por él.

Nuestra sincera y amorosa gratitud para con él y con su amada esposa, Angela Maraslis, que sin duda sacrificó mucho de su tiempo con él para compartirlo con todos nosotros. Así cumplió él esa maravillosa tarea: acercar a Sai un poco más a nuestras vidas y nuestros corazones.  Ojalá podamos todos partir con tantas tareas cumplidas, habiendo inspirado tanto, sientiendo que hemos hecho algo para la Gloria de SAI.

GRACIAS ANGELA-ALEXANDROS
GRACIAS SWAMI

JEY SAI RAM!

P.D. Muchos hermanos han llamado y escrito contando todo lo que Alexandros, incluso en breve tiempo, movilizó en ellos y los transformó. Por eso les pedimos que todos aquellos que lo deseen, escriban algo breve sobre el significado que ha tenido para ustedes conocerlo. Se los enviaremos todos juntos a su amada esposa, como homenaje a él y en agradecimiento por el tiempo que ella misma sacrificó junto a él en favor nuestro, sin duda ese tiempo no ha sido en vano pues inspiró nuestras vidas.

Con amor infinito amor en Sai
OSSSB de Uruguay.
Queridos hermanos y hermanas:
SAI RAM!
Con profundo dolor les informo que nuestro hermano Alexandros Maraslis, Coordinador Central de la zona 2 B fallecio hoy al mediodia.
Alexandros fue un perfecto ejemplo de dedicacion, devocion y entrega a Sai.
Hace muchos años que trabajaba incansablemente en la organizacion Sai, viajando por todo Brazil y los paises vecinos.
Sus fines de semana eran dedicados a Sai para visitar una escuela Sai, dar charlas, asistir a encuentros de la organizacion Sai.
En sintesis, sus dias eran todos dias Sai, dedicados a Su trabajo.
Todos los que le conocimos, fuimos tocados por la pureza de Alexandros.
Sabemos que su envoltura fisica no esta mas entre nosotros, pero su ejemplo perdurara en nuestros corazones.
Le ruego a Bhagavan que reciba su alma y la funda en El.
Les envio mi amor en Sai
Leonardo Gutter
TAGIRA,
No tengo palavras....

que impacto!

Alexandros foi e será sempre uma pessoa da maior importância em minha vida, pois foi ele que me levou até Sathya Sai Baba. Não sei como nem porque - digo exatamente - mas um dia ele aportou em Florianópolis e me levou à India. Não bastando isso, cuidou de mim durante todo o tempo em que lá permaneci, como um irmão mais velho cuida de um mais novo.
Possivelmente não logrei todas as expectativas que ele tinha de mim, no serviço Sai. Mas sei que fiz e faço o meu possível. Mas isso é uma coisa minha, pois ele jamais me cobrou nada, só me deu amizade, amparo e amor. Fico agora a me perguntar porque ele teve que ir assim, tão antes de mim. São os mistérios que a gente não pode entender de todo.
Ajudei-o - aprendendo muito - em suas tarefas de compilação de Educação em Valores Humanos, enquanto estive com ele na India. Fiquei impressionado com a sua capacidade de trabalho. Era incansável! E tinha uma urgência com suas tarefas, como se soubesse que o tempo se lhe ía. Seu amor por Sai Baba me emocionava. Penso que aprendi e continuarei aprendendo com ele, pois sei como Alexandros era (é). Não vai parar nunca!! Da minha parte ficarei atento a toda e qualquer intuição que me possa chegar da parte desse pequeno grande mestre.

OM SAI RAM!!!


JOSÉ VITOR CENTENO RODRIGUES

FLORIANÓPOLIS SC


05/05/2009

LIDERANÇA - Palavras pinçadas do livro do Dr. M. L. Chibber - KRISHNA E A ARTE DE LIDERAR

...

“ Esta época presenciou a culminação da tentativa do homem de conceituar inúmeras maneiras de encontrar o objetivo final de paz e prosperidade. Todos esses conceitos foram experimentados, mas mos­traram-se deficientes. Inúmeros sistemas políticos — monarquia, dita­dura, colonialismo, imperialismo, socialismo, fascismo, comunismo, de­mocracia governada, dentre outros — foram adotados em várias partes do mundo, mas foram subsequentemente descartados. A democracia, o melhor dos sistemas, prossegue mancando corajosamente, sem atingir o propósito declarado de bem-estar para todos. Nem o capitalismo e nem o comunismo resolveram os problemas economicos do povo. Os tre­mendos avanços na ciência e na tecnologia certamente tornaram a vida física muito confortável, mas não adicionaram nada à felicidade dura­doura do homem. Ao contrário, a vida hoje tornou-se mais estressante do que nunca.
...

Os desafios do século XXI foram estudados e visualizados por estu­diosos com imparcialidade clínica e objetividade. Esses desafios virão como um choque traumático para a humanidade. Temos a esperança de que iremos compreender que, sem nos elevarmos acima de nossos inte­resses próprios triviais e mesquinhos, todos nós poderemos perecer.

Os desafios que provavelmente enfrentaremos no século XXI são:

· explosão demográfica mundial, particularmente nos países em desenvolvimento;


· severa pressão económica produzida pela elevação da qualidade de vida nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, por meio do casamento entre a alta tecnologia e os baixos salários;

· cataclismos ecológicos, sem qualquer respeito às fronteiras nacionais.
O homem sobreviverá? A resposta é um "Absolutamente Sim".
A razão para essa confiante afirmação é que os homens de visão, olhando para bem à frente do seu tempo, já articularam o plano para a sobrevi­vência do homem. Não somente para a sobrevivência, mas para alcan­çar uma era de paz, de oportunidade e de prosperidade para todos. Esse plano gira em tomo da condução de nossas vidas de acordo com os Valores Humanos que são universalmente aceitos por qualquer fé ou filosofia do mundo.
...
Muitos racionalistas questionam o conceito puro dos Valores Hu­manos e da liderança sem egoísmo, chamando-os de sonhos utópicos. Eles argumentam, e não sem uma lógica pragmática, que a abordagem, como um todo, ignora a realidade que prevalece no mundo. Vício em drogas, promiscuidade, práticas antiéticas e violência endémica torna­ram-se parte da humanidade em todo o mundo. A televisão, sustentada por anúncios sugestivos para excitar nossos sentidos e nossa animalidade, tem desempenhado um papel importante neste declínio moral. Como pode tudo isso ser revertido quando profetas e santos na história foram repetidamente incapazes de mudar a natureza humana, mesmo quando a humanidade não estava tão corrompida como hoje? Existe muita força neste ponto de vista, mas ele desconsidera o projeto evolucionário do Criador, o qual não pode ser previsto por prognósticos racionais. Esta enfermidade está tão profundamente enraizada em nossa sociedade moderna que "somente pode ser curada por uma revolução espiritual nos corações e mentes dos seres humanos".1 A esperança repousa no fato de que "o homem é capaz de uma auto-revolução".2 Foi após uma prolongada e detalhada pesquisa sobre a evolução humana que Toynbee e Ikeda anteciparam que, no próximo capítulo da história, "a humanida­de conseguirá a unificação política e espiritual".

Nós não utilizamos mais que 7 a 9% do potencial do cérebro hu­mano. Ele possui tantos poderes latentes, e é capaz de realizações tão poderosas, que não podemos nem mesmo imaginar o auge que o ho­mem pode alcançar. Diante da escolha entre a completa extinção ou a transformação, a humanidade, talvez subconscientemente, está impelida a escolher a transformação.

O maior fator de esperança são os jovens. Apesar do que os profe­tas do juízo final possam dizer, existe muito idealismo entre eles nas escolas, nos colégios e nas universidades. Além disso, são eles que se tornarão os líderes de amanhã. Este livro está dedicado principalmente a eles. Eles farão bem em sempre se lembrar que:
"O objetivo da sabedoria é a liberdade;
o objetivo da cultura é a perfeição;
o objetivo do conhecimento é o amor;
e o objetivo da educação é o caráter".4
1. Arnold Toynbee, Choose Life, um diálogo entre Toynbee e Daisaku Ikeda. Oxford Vniversity Press, Délhi, 1987.
2. Ikeda.
3. Toynbee e Ikeda.
4. Saíhya Sai Baba.

16/04/2008

EDUCAÇÃO EM VALORES HUMANOS - Eis a tarefa.

"A educação é para a vida, não para a mera subsistência. A política sem princípios, a educação sem caráter, a ciência sem humanidade, o comércio sem moralidade, não são apenas inúteis, como positivamente perigosos".
Sathya Sai Baba

Os Valores Humanos fundamentais, segundo Sai Baba:

VERDADE
RETIDÃO (Ação correta)
PAZ (Paz interior)
AMOR
NÃO-VIOLÊNCIA

Todos os outros Valores, de alguma maneira, irão recair em um ou mais desses cinco.
O Programa Sri Sathya Sai de Educação em Valores Humanos é uma das tarefas fundamentais para a evolução planetária.

Veja detalhes na pagina das Organizações Sai no Brasil, e procure o Instituto Sai de Educação.

14/04/2008

PERDAS & GANHOS ou a minha reza.

Aromas da juventude, luares da adolescência, barulhos do mar e de lenha verde que queimam são a vida que se perde pela desatenção ao momento, ao eterno presente, ao sentir divino que um dia vamos deixando que seja soterrado de preocupações, medos, compromissos em relacionamentos neuróticos, dores e doenças das hipocrisias que vamos aprendendo com o mundo minado e viciado de uma adultez e madureza que não convencem.
Então eu rezo.
Livra-me Deus de tão nefastas influências!
Belisca-me! Acorda-me desse maya da ignorância e dá-me a coragem de revisitar as belezas do mundo com olhos de eterna juventude.
Não permitas que as ilusões do impermanente me tirem dos caminhos da liberdade de ser, de ser livre!
Afasta de mim toda a intenção doentia daqueles que queiram modificar-me a essência, a minha energia verdadeira que não quer ser escrava de nada e de ninguém e precisa apenas brilhar e fluir com harmonia no mar das circunstâncias.
Instiga-me a coragem do guerreiro para que eu tenha sempre todas as flechas prontas para estocar as injustiças, as maldades e as prepotências, inclusive as minhas próprias.
E não Te esqueças Deus de renovar sempre este velho coração em direção ao amor e à bondade, lubrificando-o muito para que não cristalize em apegos, julgamentos, críticas, raivas e toda a deseducação comandada pela elegia ao poder, ao dinheiro e à fama a qualquer preço, que são as características desta atual era em que a humanidade encontra-se mergulhada.
Rezo a Ti, meu Deus, porque És, dentre as minhas precárias descobertas, a única coisa permanente desta grande ilusão chamada Mundo.
Peço porque quero de novo poder brincar com os gatos no tapete, e não implicar tanto com os cachorros, ir ao campo sozinho e mergulhar no infinito dos verdes, sentar na beira da lagoa sem olhar para o relógio da prisão que me remete aos carcereiros do meu tempo. Sim, eu sei que é pedir demais, mas eu peço, pois não sei resolver todas as equações da minha vida.
Sou dos mais felizardos do mundo, pois Te tenho completamente. Um dia, quando ainda não tinhas Te dado a conhecer a mim, eu soube o significado da palavra amargura e solidão – a doença da orfandade. Então eu agradeço.
Agradeço por estar vivo, com ou sem sofrimento, por ter abrigo e comida, pessoas que me suportam, e algumas pensam até que me amam! Não acredito muito nisso, pois como poderão amar alguém que ainda não aprendeu completamente a amar a si mesmo? De qualquer forma eu agradeço. Mas esqueci o principal, de perdoar. Perdôo principalmente a mim mesmo, por sentir-me inseguro, inadequado e incapaz, sabendo de sobra que isso não é verdade, pois sou uno Contigo, não sou diferente de Ti. E por fim perdôo a todos os outros, parentes, amigos ou inimigos, pois ao final de tudo vamos acabar descobrindo – já não tenho muitas dúvidas a respeito disso – que somos uma coisa só, como o leite que está imanente na manteiga (diria Sai Baba), temos todos a mesma alma, a mesma origem, a mesma causa, a mesma significação, caminhando todos, alguns em passos trôpegos como os meus, em direção ao único objetivo razoável, para a Luz! Para dentro do teu grande coração, que é Amor.