Da discussão não nasce a Luz. Da discussão nascem os desentendimentos e até mesmo as guerras. A luz nasce da meditação, da reflexão, do silêncio interior. Nós estamos acostumados a repetir besteiras, velhos ditados, alguns até muito bons e de sabedoria, mas também um monte de lixo, em geral cheio dos preconceitos, superstições ou mesmo enganos completos das gerações antigas.
Uma das coisas mais fantásticas que aprendi nesta encarnação foi que é melhor perdermos uma discussão e conservarmos o amor, o amigo, o relacionamento, um pai, uma mãe. Nem sempre consigo. Isso não significa ser frouxo, apenas harmonioso e pacífico. Grandes atos de violência advém das palavras e o pior é que costumamos apontar a nossa artilharia verbal contra aqueles a quem mais amamos. A não violência é um dos cinco valores humanos fundamentais ensinados por Sai Baba, o grande líder espiritual da Índia atual e da Nova Era.
Revendo - por querer - um grande filme do Século XX, Gandhi, pude emocionar-me de novo ouvindo o grande Mahatma dizer aos poderosos do império britânico, com uma tranqüilidade arrasadora, que eles, os indianos, não teriam pressa, que iriam aguardar pacientemente o tanto que precisasse, até o dia em que eles, ingleses, os “visitantes” absolutamente indesejáveis, se retirassem, pacificamente, por não haver outra possibilidade além dessa, de um território que jamais lhes pertencera.
Ao relembrar esse episódio, um parente meu, bem sagaz, conta de imediato uma piada fabulosa. “conta-se que alguns britânicos, em seu magnífico campo de golfe (na Índia) chamam os seus Caddie (indianos – carregadores de tacos e bolas) e falam: bem, agora que vocês estão prestes a recuperarem a liberdade e irão governar o seu próprio povo, nós, desde já, não mais abusaremos de vocês como estamos acostumados. Vamos procurar não dar mais tacadas tão violentas e despropositais de forma a fazê-los penarem em lugares muito inóspitos em busca das bolas. Áh bom! Dizem os indianos, é ótimo mesmo que a gente saiba, assim podemos também parar de cuspir nas taças de chás que servimos para vocês.”
Os discutidores contumazes nunca estão dispostos a abrir mão das suas idéias. As idéias são tão poderosas que se tornam verdadeiras entidades, maiores do que os indivíduos, passando mesmo a governá-los. Veja-se em profundidade os partidos políticos, por exemplo, ou as religiões. Os representantes dos partidos até dialogam entre si, mas só para negociar benesses, cargos, vários interesses que envolvem um toma-lá-dá-cá de poder e dinheiro, mas nunca as suas crenças, os seus “ideais partidários”, as suas “grandes verdades”. Nesse particular, só os do mesmo partido escutam uns aos outros. Os do partido diferente fecham os ouvidos, ficam surdos ou impermeáveis a qualquer coisa que macule ou coloque em risco as suas próprias crenças. Isso não se discute! E por isso, evidentemente, o velho ditado (este bem certo), não se discute política, religião e futebol!
É a sabedoria de ouvir verdadeiramente (e sem discutir) que traz a luz, a compreensão. Eu posso ouvir e não aceitar, mas sempre posso compreender. Isso já é uma grande luz. Eu devo ouvir e retirar aquilo que me serve. O que não me serve simplesmente deixo para lá. Parece simples, mas não é, pois estamos condicionados à competição, a ter que ganhar, quando não a massacrar os nossos “adversários”.
As pessoas que estão acompanhando com atenção a grande mudança de paradigma que configura os tempos atuais sabem que a grande crise mundial é uma crise de valores. Por isso, é a Educação em Valores Humanos a grande tábua de salvação desse enorme naufrágio da Nave Terra. Dos cinco valores humanos fundamentais, a saber, Verdade, Retidão, Paz Interior, Amor e Não Violência, o mais difícil, em minha opinião, é a Não Violência.
Na política temos o maior dos exemplos em Gandhi, e no social e individual o ensinamento da grande maioria das religiões e filosofias que preconizam (embora pouco pratiquem) o Amor, a Caridade, a Compaixão. A maior Coragem que alguém pode demonstrar é a de permanecer incorruptível frente a esse mundo governado pela corrupção e por corruptos. O caráter é a estrela da Nova Era. Resgatar o caráter, lapidar o caráter, entender, ensinar, aprender caráter, eis a grande tarefa dos homens e mulheres do Século XXI.
Uma das coisas mais fantásticas que aprendi nesta encarnação foi que é melhor perdermos uma discussão e conservarmos o amor, o amigo, o relacionamento, um pai, uma mãe. Nem sempre consigo. Isso não significa ser frouxo, apenas harmonioso e pacífico. Grandes atos de violência advém das palavras e o pior é que costumamos apontar a nossa artilharia verbal contra aqueles a quem mais amamos. A não violência é um dos cinco valores humanos fundamentais ensinados por Sai Baba, o grande líder espiritual da Índia atual e da Nova Era.
Revendo - por querer - um grande filme do Século XX, Gandhi, pude emocionar-me de novo ouvindo o grande Mahatma dizer aos poderosos do império britânico, com uma tranqüilidade arrasadora, que eles, os indianos, não teriam pressa, que iriam aguardar pacientemente o tanto que precisasse, até o dia em que eles, ingleses, os “visitantes” absolutamente indesejáveis, se retirassem, pacificamente, por não haver outra possibilidade além dessa, de um território que jamais lhes pertencera.
Ao relembrar esse episódio, um parente meu, bem sagaz, conta de imediato uma piada fabulosa. “conta-se que alguns britânicos, em seu magnífico campo de golfe (na Índia) chamam os seus Caddie (indianos – carregadores de tacos e bolas) e falam: bem, agora que vocês estão prestes a recuperarem a liberdade e irão governar o seu próprio povo, nós, desde já, não mais abusaremos de vocês como estamos acostumados. Vamos procurar não dar mais tacadas tão violentas e despropositais de forma a fazê-los penarem em lugares muito inóspitos em busca das bolas. Áh bom! Dizem os indianos, é ótimo mesmo que a gente saiba, assim podemos também parar de cuspir nas taças de chás que servimos para vocês.”
Os discutidores contumazes nunca estão dispostos a abrir mão das suas idéias. As idéias são tão poderosas que se tornam verdadeiras entidades, maiores do que os indivíduos, passando mesmo a governá-los. Veja-se em profundidade os partidos políticos, por exemplo, ou as religiões. Os representantes dos partidos até dialogam entre si, mas só para negociar benesses, cargos, vários interesses que envolvem um toma-lá-dá-cá de poder e dinheiro, mas nunca as suas crenças, os seus “ideais partidários”, as suas “grandes verdades”. Nesse particular, só os do mesmo partido escutam uns aos outros. Os do partido diferente fecham os ouvidos, ficam surdos ou impermeáveis a qualquer coisa que macule ou coloque em risco as suas próprias crenças. Isso não se discute! E por isso, evidentemente, o velho ditado (este bem certo), não se discute política, religião e futebol!
É a sabedoria de ouvir verdadeiramente (e sem discutir) que traz a luz, a compreensão. Eu posso ouvir e não aceitar, mas sempre posso compreender. Isso já é uma grande luz. Eu devo ouvir e retirar aquilo que me serve. O que não me serve simplesmente deixo para lá. Parece simples, mas não é, pois estamos condicionados à competição, a ter que ganhar, quando não a massacrar os nossos “adversários”.
As pessoas que estão acompanhando com atenção a grande mudança de paradigma que configura os tempos atuais sabem que a grande crise mundial é uma crise de valores. Por isso, é a Educação em Valores Humanos a grande tábua de salvação desse enorme naufrágio da Nave Terra. Dos cinco valores humanos fundamentais, a saber, Verdade, Retidão, Paz Interior, Amor e Não Violência, o mais difícil, em minha opinião, é a Não Violência.
Na política temos o maior dos exemplos em Gandhi, e no social e individual o ensinamento da grande maioria das religiões e filosofias que preconizam (embora pouco pratiquem) o Amor, a Caridade, a Compaixão. A maior Coragem que alguém pode demonstrar é a de permanecer incorruptível frente a esse mundo governado pela corrupção e por corruptos. O caráter é a estrela da Nova Era. Resgatar o caráter, lapidar o caráter, entender, ensinar, aprender caráter, eis a grande tarefa dos homens e mulheres do Século XXI.

